quarta-feira, 8 de abril de 2015

11. JESUS TERÁ MESMO RESSUSCITADO?

       Para a maioria dos segmentos cristãos, como a Igreja Católica, a Protestante ou Luterana, assim como as diversas denominações chamadas evangélicas, após os tristes episódios da crucificação e morte de Jesus, na sexta-feira, que mais tarde passou a ser conhecida como "sexta-feira santa", ou "sexta-feira da paixão", comemora-se, no domingo imediato, a PÁSCOA CRISTÃ, que relembra festivamente a ressurreição de Cristo.
       Mas teria Jesus, o Cristo, realmente ressuscitado? Pergunto se Ele realmente teria ressurgido dentre os mortos com sua indumentária carnal (o corpo físico, a vestimenta orgânica), e com ela teria ascendido aos Céus, como consta na narrativa apostólica? Pergunto mais: Estará Jesus residindo na Dimensão própria dos Espíritos, isto é, no Mundo Espiritual, invisível a nós outros, junto de Deus (o Criador) e dos anjos (criaturas espirituais), com o seu corpo de carne, ossos, nervos e sangue, aquele mesmo com que foi concebido no ventre da jovem Maria de Nazaré? Ou esse corpo, depois das suas aparições, terá sofrido alguma espécie de desintegração molecular ou coisa que o valha?
       Para nós, espíritas, o corpo físico, composto das mesmas propriedades existentes no solo do nosso planeta, somados e agregados, átomo a átomo, todos os minerais existentes na composição da Terra, logo que perde a essência espiritual que o anima durante o ciclo da vida humana, já começa a se desintegrar, de ordinário, gradativamente. No caso de Jesus, um Espírito de escol, que aqui vivenciou uma experiência missionária de extrema relevância, é muito provável que o seu corpo tenha-se desintegrado com rapidez muito maior do que a com que o fenômeno costuma ocorrer normalmente.
       Jesus, então, no nosso modo de ver, terá ressurgido entre os seus discípulos e para alguns transeuntes, como narra o livro dos Atos, já com o corpo astral, aquele mesmo a que o apóstolo Paulo alude em seus escritos, a que dá, o mesmo apóstolo, o caráter de incorruptível, e a que nós chamamos, na linguagem espírita, de perispírito, ou corpo sutil.
       Esse corpo, constituído de matéria bem menos densificada, isto é, de energia menos condensada, é, podemos assim dizer, o veículo natural de locomoção, de ação e de manifestação dos Espíritos, em sua movimentação pelo Espaço e em suas comunicações conosco, sendo normalmente invisível aos nossos olhos, mas podendo, em situações peculiares, tornar-se momentaneamente perceptível e até tangível. Isto ocorre mais frequentemente quando o Espírito "proprietário" dessa indumentária já possui um certo grau evolutivo que o capacita a materializá-la, quando o entenda necessário ou oportuno.
     Diferentemente disto, há também um determinado grau de mediunidade a que denominamos "vidência", no qual a pessoa que o detém é capaz de vislumbrar o Espírito (na verdade o perispírito), em ocasiões geralmente fortuitas e quase sempre involuntariamente.
       Ampliem-se todas essas possibilidades, em se tratando da figura magnânima do Mestre da Galileia, do Mensageiro Divino, do Espírito Guia da Humanidade terrena, e teremos a tese mais provável de que Jesus teria se materializado, por vontade própria, diante dos que o viram depois da sua morte. Especialmente nas duas ocasiões em que apareceu no meio dos seus discípulos amados, os quais, ainda atemorizados ante os recentes acontecimentos e a ameaça de serem capturados pelos mesmos perseguidores do Mestre, encontravam-se em pequeno salão bem fechado, cujas portas e janelas cerradas não constituíram obstáculo ao Seu ingresso inesperado naquele recinto. 
       Tanto Ele aparecia como desaparecia, sem deixar nenhum rastro à sua saída e sem bater à porta para adentrar aquele ambiente, o que nos leva a desprezar a ideia de que ali estaria revestido de um  corpo de carne e osso, firmando-nos na hipótese de que assim o fazia dotado de Seu corpo astral, com que de fato foi assunto aos Céus, tese esta que em nada diminui a sua grandeza pessoal, assim como a grandiosidade da sua obra messiânica, permanente e vitoriosa.
       Encorajados pela inesperada e tão maravilhosa visita, eis que os discípulos, conquanto ainda tímidos de início, logo se fizeram destemidos anunciadores da Boa Nova deixada por Jesus, para a libertação de todos nós das trevas da ignorância espiritual, com que ainda muitos de nós nos debatemos até os dias presentes.
       Pensemos nisto, meus amigos. 
       Muita paz a todos. ///

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