As Igrejas cristãs em geral ensinam aos seus adeptos que a vida humana é uma só e que, depois que esta acaba, com a morte da parte física do homem, o espírito, sua parte inteligente e eterna, será julgado, conforme suas escolhas pessoais, para gozar de felicidade perene, ou para sofrer pelos bilhões de trilhões de séculos vindouros, sem direito a recursos de qualquer natureza.
Uma das condições indispensáveis à nossa salvação, segundos essas Igrejas, é a aceitação de Jesus-Cristo como "Único e suficiente Salvador", tendo o seu sangue derramado na cruz como o propiciador da purificação de nossas almas, lavando-nos de todo pecado, isto a partir somente da nossa aceitação. Dizem, inclusive, os pregadores dessa doutrina, que a salvação é um "dom gratuito de Deus" (cfe. a Bíblia), concedido mediante a fé que a criatura se disponha a depositar no Criador. O homem se entrega a Deus, por meio do Seu Filho Jesus Cristo, o Salvador, tendo imediatamente os seus pecados lavados, perdoados, e podendo, a partir daí, dormir tranquilo, fortalecido na fé de que agora tornou-se um dos escolhidos para a felicidade plena e eterna, seja no Céu ou na Nova Terra, segundo a sua crença.
O Espiritismo transmite aos seus seguidores um conceito diferente. Fala que o espírito evolui, o que significa obter uma espécie de crescimento, de acordo com seus próprios esforços no sentido de promover sua transformação moral, ou seja, sua reforma interior, espiritual. As bases dessa reforma seriam, principalmente, o abandono dos vícios e dos maus sentimentos, e subsequente substituição por virtudes e sentimentos bons, tanto quanto possível, puros, elevados. Entre estes estão, a ser abandonado, o egoísmo, pai de todos os vícios e imperfeições morais, e, a ser conquistada, a caridade, mãe de todos os sentimentos bons, de todas as virtudes, de todo o bem que se pode desejar e fazer ao próximo.
Mas para essa evolução acontecer, faz-se imprescindível o processo da reencarnação, ou seja, o retorno à carne do mesmo espírito, em variados corpos, múltiplas vezes, até que esse crescimento interno se complete, através do aprendizado, que é paulatino e incessante.
Destas duas doutrinas, suscitamos algumas perguntas, às quais pedimos ao leitor responder, mentalmente, de acordo com a sua própria escolha entre uma conceituação e outra aqui expostas.
Não se esqueça, porém, que na primeira opção o espírito é criado ao mesmo tempo que o seu corpo. E que o corpo morrerá, mas o espírito não; este prevalecerá para toda a eternidade, colhendo os resultados de suas próprias escolhas, nesta vida única que recebeu das mãos do seu Criador. Já na segunda opção o espírito pré-existe à formação de seu novo corpo, vindo de outras experiências anteriores, trazendo delas uma bagagem indelével de aprendizados a serem completados em novas existências corporais.
Isto posto, vamos às perguntas:
1. Por que nasci?
2. O que estou fazendo aqui (neste mundo)?
3. E por que neste lugar, nesta época, nesta família, nesta cultura, nestas condições particulares? - Pesar bem as influências do lugar, da família, da cultura, do tempo, das condições de subsistência, etc., especialmente na formação da personalidade e nas escolhas que se faz a partir disso tudo.
4. Por que faço o que faço e como faço? - Observar as aptidões, as dificuldades, a escolha profissional ou a vocação, as oportunidades ou a falta delas, neste contexto.
5. Por que sou assim? - Fazer uma análise do que gosta ou não gosta em si mesmo, no seu jeito de ser. Muitas vezes não somos exatamente como gostaríamos de ser, o que nos leva inclusive a conflitos íntimos. Por isto a indagação procede, até porque nem sempre nos vemos como responsáveis diretos pelo que realmente somos. "ALGUÉM", ou "ALGO" nos fez assim! Ou não?
6. Por que, afinal, somos todos diferentes uns dos outros, temos sortes diferenciadas. envolvem-se, uns, com doenças que passam ao largo de outros, ou com acidentes, de que uns saem ilesos, enquanto outros ficam com sequelas, algumas delas graves, outras não, sobrevivendo alguns, enquanto outros perecem?
Se o leitor o quiser, poderá ainda formular a si mesmo outras perguntas, tendo suas motivações e experiências próprias, pessoais, como pano de fundo. Questione-se. Questione tudo.
Depois disto é só responder a si mesmo, buscando apoio em um dos dois conceitos acima, a menos que possua um terceiro não mencionado aqui.
Boas respostas! Até Breve! Abraços fraternos! ///
Evoti Leal (evoti.leal@hotmail.com).
{Se quiser, envie-me seu comentário}
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